Castiguei a vida
com a morosidade
das paragens.
Hesitei
dias e dias
na hora certa
de embarcar
nas carruagens
da felicidade…
Demorei-me.
Tardei,
magoando-me
sem deixar ferida
aberta
na pele.
O resultado
está à vista desarmada:
uma menina
de idade
avançada,
sonhando
com os
sonhos
caducados
no passado,
querendo
ainda
fugir
do Entrudo
e de um futuro
pré-anunciado.
Enfim,
tornei-me
nesta formiga
que não seguiu o carreiro,
querendo ser
alegre como a cigarra,
sem saber cantar,
imóvel
nas tardes de baile,
triste
no final
de todos os natais.