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Intempéries

 
Intempéries

Intempéries

Nesta gélida serra ensolarada
do pálido astro deste meu inverno,
trepo, trôpego, com alma magoada,
almejando p’los céus que não o inferno.

O vento m' enlaça tão vigoroso,
Me tendo parceiro da solidão...
Nessa clamor sem tom harmonioso,
Diz o quão triste está meu coração.

Ruge, feroz, confrontando copados,
Eis seus carcereiros impiedosos,
recua e volta à batalha perdida.

Somos os aliados enfadados
Ambos nos lançamos tempestuosos
Na ravina suicida da vida.




Poeta sem Alma


Decassilábico
 
Autor
Poeta.sem.Alma
 
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