outro ônibus sai do estacionamento
deixando um gosto azedo
um susto do momento
com outro simples torpedo
é só mais uma feira do calendário
o capitão observa tudo de longe
está registrada cada foto do anuário
num filtro P&B de esquecimento
e os pombos voando em círculos
escurecendo o céu
prendendo no ar um troféu
para ninguém roubá-lo
são versos de cordel
escritos a tinta permanente
de um pincel usado
já, de tantos anos
É o ferrão quem perturba a abelha.
Escrito por mim no dia 16/10/2026 em Brasília-DF.