Publicidade
Utilidades
Consultar
Outros
Quem está aqui
167 visitantes online ( 7 na seção: Poemas Clássicos)
Lusuários: 3
Leitores: 164
CarlosTeixeiraLuis, JogonSantos, martisns,
mais...
Licença
Proteção anti-cópia
|
| Vergílio António Ferreira : A Consciência Débil da Nossa Autenticidade |
| em 19/04/2012 20:32:32 (561 leituras) |
 A consciência que te acompanha no que vais sendo é o puro registo disso que vais sendo para o poderes ler, se quiseres, depois de já ter sido. Mas no instante de seres o que és, o que és é apenas, por uma decisão anterior ao decidires. O que és é-lo onde a tua realidade profunda em profundeza obscura se realizou. O que és é-lo no absoluto de ti. A consciência testifica-nos apenas como o ser privilegiado que sabe o que é por aquilo que vai sendo e pode assim reconverter-se à posse iluminada disso que vai sendo. A consciência constata mas não interfere senão para se não ser mais o que se foi, ou mais rigorosamente, para se não querer ser o que se é - o que é ser-se ainda, embora de outra maneira. Porque se neste instante me sobreponho, ao que sou, outra maneira de ser - a consciência que me altera o primeiro modo de ser é a paralela iluminação do modo de ser segundo. Decidi ainda antes de decidir, quando decidi não ser o que primeiramente decidira. Assim no torvelinho dos actos que me presentificam e da consciência desses actos, sempre o insondável de nós se abre para lá do que podemos sondar. Sempre a realidade de nós é a realidade original que na origens se gera. Sempre a autenticidade de nós está a uma distância infinita das razões que a justificam.
Vergílio Ferreira, in 'Invocação ao Meu Corpo' |
|
|
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| fotograma |
Publicado: 23/10/2012 13:42 Atualizado: 23/10/2012 13:42 |
Colaborador   Usuário desde: 16/10/2012 Localidade: Mensagens: 1303 |
 Re: A Consciência Débil da Nossa Autenticidade deveras
|
|
|
|
Login
Frases Célebres
Siga-nos
|