Poemas : 

O Que Impera no Convento

 
Tags:  poesia  
 
O que não anda
Nas linhas traçadas pela máquina que comanda?
O jogo é de cartas marcadas.
A voz do povo é programada para não dizer nada.
A maquinação é o meio para o passeio do tubarão.
É sem paralelo esse verde-amarelo ser uma casa sem botão.
Pensam nesse habitat como um lugar a ser explorado,
Não como uma nação em um bom estado.
Comendo o pão que o diabo amassou,
O povo fica com o que sobrou.
Mocinhos de dentro se juntam aos de fora,
Fazem a festa e vão embora
E o seu José sobrevive esperando a hora.
A dignidade humana está em chamas.
Os caminhos estão sem luz e cheios de lama.
Alguns comemoram a era da informação,
Se veem na barca da emancipação.
Mas as minhas retinas não captam isso não.
Eu vejo é muita isca nesta embarcação.
Aqui coerência é uma roupa rasgada levada pelo vento.
Conveniência é a moeda que impera no convento.
A luz que ilumina não é a luz do dia.
Iluminação que deixa o barco da emancipação sem poesia.
Aqui o ser come nas mãos do ter.
Por quê?
Quem quer saber?
Saber por aqui,
Só sobre o que a máquina definir:
Efeitos do dólar, juros da dívida, risco Brasil...
Puta que pariu!
Estamos sendo consumidos
Como tudo que é vendido.

 
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magnoerreiraal
 
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 23/04/2024 15:38  Atualizado: 23/04/2024 15:38
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 2279
 Re: O Que Impera no Convento
Parece ser igual em todo o lado...
Mas antes assim, que ditaduras militares.

Liberdade sempre e abram os olhos!!!

Abraço

pS. Nada mal

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