426. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - rubens j.de Oliveira. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de rubens j.de Oliveira.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Quão extasiado eu fico , Pela mansidão do riacho Que dando gritinhos Começa bem devagarinho Sua trajetória no mato! Tranquilo e muito prudente Vai dando voltas sem cansaço Banhando terras e matinhos Vencendo ,sem muito compasso As rudezas do seu caminho Assim ,também é nossa vida. Possui a mansidão do regato A beleza da cahoeira e do mato A fôrça da corredeira A não parar ..até o infinito do mar.... Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18854 © Luso-Poemas O poema constrói-se em três estrofes que articulam a observação da natureza com uma reflexão sobre a vida. A estrutura é simples, com versos curtos e cadência regular, sustentada por imagens que evocam serenidade e movimento. A ortografia apresenta alguns deslizes: “cahoeira” deveria ser “cachoeira”; “fôrça” corresponde à grafia anterior ao Acordo Ortográfico, sendo hoje “força”; o uso de vírgulas antes de espaços (“Vencendo ,sem muito compasso”) quebra a norma e prejudica a fluidez. A sintaxe é clara, embora por vezes marcada por inversões que procuram efeito poético. A abertura — “Quão extasiado eu fico, / Pela mansidão do riacho / Que dando gritinhos / Começa bem devagarinho / Sua trajetória no mato!” — estabelece o tom contemplativo. A personificação do riacho que “dá gritinhos” cria uma imagem infantilizada, aproximando o poema de um registo bucólico. A expressão “trajetória no mato” é simples, mas eficaz na construção de cenário natural. A cadência é leve, sustentada pela repetição de diminutivos (“gritinhos”, “devagarinho”), que reforçam a suavidade. A segunda estrofe — “Tranquilo e muito prudente / Vai dando voltas sem cansaço / Banhando terras e matinhos / Vencendo, sem muito compasso / As rudezas do seu caminho” — mantém a personificação. O riacho é tratado como sujeito prudente e persistente, o que aproxima o poema de uma alegoria. A construção “Vencendo, sem muito compasso / As rudezas do seu caminho” é clara, embora a vírgula antes de “sem” seja incorreta. A imagem das “rudezas” reforça a ideia de obstáculos naturais, criando contraste com a mansidão inicial. A terceira estrofe — “Assim, também é nossa vida. / Possui a mansidão do regato / A beleza da cachoeira e do mato / A força da corredeira / A não parar… até o infinito do mar…” — explicita a metáfora central: o percurso do riacho é paralelo ao percurso da vida. A enumeração — mansidão, beleza, força — cria progressão simbólica. A construção “A não parar… até o infinito do mar…” utiliza reticências para sugerir continuidade, embora o uso repetido possa parecer excessivo. A imagem do “infinito do mar” é convencional, mas funciona como fecho dentro da lógica do poema. O texto inscreve-se num estilo lírico‑bucólico contemporâneo, marcado pela personificação da natureza, pela simplicidade lexical e pela construção de metáforas que aproximam elementos naturais da experiência humana. A força do poema reside na coerência entre as imagens do riacho e a reflexão sobre a vida, criando uma alegoria acessível e de cadência suave. As fragilidades surgem na ortografia irregular, no uso excessivo de diminutivos e em algumas construções que poderiam ser mais precisas, mas não comprometem a unidade temática. O conjunto apresenta clareza, ritmo e uma imagética natural consistente.
Criado em: Hoje 7:19:57
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