Poemas : 

Esquecidos

 
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Carvão fundo e longínquo de um cruzeiro.

Onde a reza é para almas esquecidas.

Mas os ossos não são mais de ninguém.

A cerâmica é fúnebre ,

Os olhos mantidos fechados ,

Os esquecidos , lembrados.

E nenhum maldito acordado.


O calor num sol de velas ,

E todas as almas sobre elas ,


Não é puro o momento e nem para que sejá lamento.


É só uma lágrima quente. Celebrando o futuro ainda mais breve e presente...






Rodrigo Mortari



 
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