Carvão fundo e longínquo de um cruzeiro.
Onde a reza é para almas esquecidas.
Mas os ossos não são mais de ninguém.
A cerâmica é fúnebre ,
Os olhos mantidos fechados ,
Os esquecidos , lembrados.
E nenhum maldito acordado.
O calor num sol de velas ,
E todas as almas sobre elas ,
Não é puro o momento e nem para que sejá lamento.
É só uma lágrima quente. Celebrando o futuro ainda mais breve e presente...
Rodrigo Mortari
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