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Quando as palavras aceitam o jogo

 
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Espero-te naquele canto,
Se ouvires o canto do galo,
Suma-te, não haverá ninguém
Que assuma a tua dor, ou então ficas,
Levarás pauladas e ficarás
Com o galo na cabeça.
Se porventura o cão ladra,
É por que vem aí a ladra,
Esconda-te atrás do muro
Pra não levares um murro
No queixo, pois, não queixo de ninguém
Na polícia por isso.
E lembre sempre,
Se vires uma mãe a dar luz, saia
Da luz sem tocar na saia da mulher,
Escoda-te na sombra, se não
Eles te verão e te darão uma molha
Antes do verão chegar, e não me sujeito
Às tuas lamúrias, quando aquele
Sujeito se juntar à festa da banhoca,
Ele e aquela senhora banhoca. Pois,
É louco aquele senhor,
Ele te pinta com todos os tipos
De barros que o senhor barros
Não gosta, nem gosto, barros
Não têm gosto. Comê-los
É pra quem não tem pinta na sua
Cadeia alimentar.
Corra mas não cora, meu amigo,
Aqueles tipos não brincam,
Se te virem, corado, te xingam mais.

Adelino Gomes-nhaca


Adelino Gomes

 
Autor
Upanhaca
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Enviado por Tópico
Maryjun
Publicado: 09/03/2019 02:08  Atualizado: 09/03/2019 02:08
Membro de honra
Usuário desde: 30/01/2014
Localidade: São Paulo
Mensagens: 6316
 Re: Quando as palavras aceitam o jogo
Boa noite, Upanhaca,

Uma verdadeira obra de arte. Parabéns!!

Um abraço,
Mary Jun