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Escrever ao som de... 2011

 
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As canções de 2010 inspiraram os nossos poetas Alemtagus, AlexandreCosta, Alpha, Benjamin Pó, Luxena e Aline Lima. Nesta semana, será certamente você, que ainda não participou, a deixar o seu contributo para o nosso ebook.

Lembramos que, a qualquer momento, caso queiram adicionar poemas aos que já temos dos anos anteriores, podem fazê-lo sem problema.

Chegamos a 2011!

A primeira canção é de Criolo, um rapper e compositor brasileiro que ganhou destaque por misturar hip-hop com vários estilos da música brasileira. A canção “Linha de Frente” integra o álbum "Nó na Orelha", disco que marcou um ponto de viragem na carreira do artista e recebeu grande reconhecimento da crítica. A letra da canção é muito interessante e de certeza que surgirão ótimos poemas a partir dela.

A segunda canção é um instrumental muito bonito de Rodrigo Leão, um compositor e músico português conhecido pelo seu trabalho entre a música clássica contemporânea, o pop e as bandas sonoras. A canção “O Baloiço” integra o álbum "A Mãe", um disco em que, como já é habitual, reúne vários cantores convidados e continua a explorar diferentes sonoridades dentro do seu universo musical.

Criolo - "Linha da frente"


Rodrigo Leão - "O Baloiço"


Nota: Caso não se identifique com nenhuma das canções sugeridas, pode inspirar-se numa outra, desde que seja do ano a que se refere o post. Neste caso, não se esqueça de colocar o respetivo vídeo.


 
Autor
Luso-Poemas
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 16/03/2026 19:47  Atualizado: 16/03/2026 19:47
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Mensagens: 3921
 Re: Escrever ao som de... 2011
Estas mãos sós pedem insubmissão
Raiva que mate da raiva a vanglória
Que lhe crave os espinhos da coroa
Na carne viciada de loucura e ilusão
Da minha existência fútil na história
Que se me escreve na pele e magoa

Em consciência grito insubordinação
Num eco das revoltas que matavam
Se penduravam nos pescoços inertes
Na força da guilhotina da indignação
Que decepava os que me suicidavam
Anseio infeliz com que me convertes

No rumo destrutivo da nuclearização
Vão-se-nos os rios sem chegar à foz
Sementes qu'ali morreram sementes
A cinza negra de um humano carvão
Os olhos meninos que perdem a voz
Porque os ignorantes são diferentes

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