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Poemas : 

Quem és Tu!

 
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Quem és tu!
Que vem com o vento, trazendo o rebento das ondas do mar.
Como sol refulgente, coração carente em frios de inverno fez aquecer.
Como lua brilhante, estrela cintilante, minhas noites escuras ás fez clarear.

Quem és tu!
Que já foi fonte seca, hoje é oceano e tem água pra dar.
Que da terra árida, fizeste jardim para flores plantar.
Que com o barco á deriva, nas tempestades da vida, tu soube remar.

Quem és tu!
Que com palavras me encantam, com sorriso me acolhe e tem meiguice no olhar.
Que nos dias cinzentos, e meio a tristeza nunca pensou em parar.
Que das batalhas travadas, saíste vitoriosa, sem desanimar.

Quem és tu!
Que com coração ferido, assustado e sentido, tem sede de amar.
Que escuta a razão, querendo ou não, pra não machucar.
Que na estrada da vida, o destino traçado tu almejas alcançar.

Quem és tu!
Que com mais puros sentimentos, fizeste caminho para na alma tocar.
Que com cicatrizes e marcas do tempo, fizeste história pagina de livro que tu escreveste.
Que com a dor, fizeste lembranças das caminhadas em meio ás pedras e meio aos espinhos.

Poema escrito para uma pessoa especial na minha vida. Ás vezes fico me perguntando quem é esta pessoa, tão intensa, serena e tão determinada.
 
Autor
SidneiDavis
 
Texto
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 23/11/2021 20:27  Atualizado: 24/11/2021 15:50
Subscritor
Usuário desde: 18/08/2021
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Mensagens: 1122
 Re: Quem és Tu !
(o título lembrou-me Sophia de Mello, num poema que eu muito gosto)








Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

A tua perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.


















Sophia de Mello Breyner Andresen | "Antologia", pág. 20 | Círculo de Poesia Moraes Editores, 2ª. edição, 1975


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Peço desculpa por este "ignoito" pouco hábil e baixo no cacarejar aqui por "de baixo" de nós