Aproximou-se do lote no mercado
Examinou de forma humilhante
Perguntou o preço e regateou
Anuiu com a cabeça e disse levo aquele
Entregou uma bolsa cheia de moedas
E assinou um papel
Fez sinal ao capataz
Que veio até mim
Colocou-me grilhetas e correntes
E vociferou num tom gutural
Obedece e olha para o chão
Ou serás castigado
És propriedade do amo
Que comprou o teu tempo
Até o direito a respirares
Escravo, és um miserável, sem direito a alforria.
David Mendes