Poemas : 

O Amo e o Escravo

 
Aproximou-se do lote no mercado
Examinou de forma humilhante
Perguntou o preço e regateou
Anuiu com a cabeça e disse levo aquele

Entregou uma bolsa cheia de moedas
E assinou um papel
Fez sinal ao capataz
Que veio até mim

Colocou-me grilhetas e correntes
E vociferou num tom gutural
Obedece e olha para o chão
Ou serás castigado

És propriedade do amo
Que comprou o teu tempo
Até o direito a respirares
Escravo, és um miserável, sem direito a alforria.


David Mendes

 
Autor
DCM_1978
Autor
 
Texto
Data
Leituras
246
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados