Ás segundas feiras à noite a feira de vaidades
Nunca começa à hora anunciada
O palco fictício pronto para ver desfilar os egos
Poucos poetas geniais e muitos poetas assim assim
Intelectuais, autistas, inadaptados, debochados e muitas mulheres
O álcool ao dobro do preço
Palavrões constantes para deixar todos à vontade
O lugar na fila para ler
É atribuído pelo grau de amizade
A porta deslizante de separação para o bar
Num vaivém constante
Com entradas e saídas
Um refúgio encantado
Num mundo onde a maldade existe em cada esquina
A poesia está viva e faz-me sentir vivo
O anfitrião talentoso, ardiloso e sarcástico
Fala do gato, da família, dos amigos
Queixa-se habitualmente que a poesia não permite enriquecer
Pelo meio insulta uns quantos escritores ou poetas
Sempre ao jeito de comédia em pé
São duas horas de convívio e entretenimento com intervalo
Finda a sessão, diz, até segunda.
24 de Junho de 2026