Sonetos : 

O estimado

 
Entra ano sai ano,
Eleição após eleição
O trabalhador entra pelo cano
Repetindo o mesmo refrão.

Há mais de quatro decênios
Os mesmos postulam ao poder
E o povo cúmplice silente sofrendo
Ao pior no que eles conseguem fazer.

Entra ano sai ano, eleição após eleição
O povo justifica o amor ao seu ladrão
Com guerra medieval nas redes sociais:

—Ah! Precisam ter consideração
Porque este país é grande por demais
O estimado rouba sim, rouba, mas faz!


Mauro 1Evaristo

 
Autor
Mauro Antonio
 
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