Boa noite, filhão!
Tenho saudades da tua voz,
Quisera ter um áudio teu.
Deitar-me-ia na escuridão,
Longe da Terra, a ouvir-te a sós,
E sentir a vida para além do céu.
Gostaria sequer de me sentir,
Ser vácuo numa bolha de nada,
Ausente de mim, semiconsciente,
E assim imaginar contigo coexistir,
E ouvir-te enquanto te sinto presente.
Só tenho um vídeo: estás em movimento.
Vejo o teu sorriso, mas é silencioso.
Faz-me sorrir, faz-me viver a tua felicidade.
Quem me dera ter registado cada momento
Dos que são o meu bem mais valioso:
-Recordar a tua alegria, e a tua cumplicidade.
Saudades de cada pedacinho meu,
Da parte de mim, distante de mim, em ti;
Parte do meu "eu", que é parte do "eu" teu...
Este orgulho é Divino ou algo pecaminoso?
Quero ter fé numa vida que não vi;
Fé de reencontrar-te, e viver nesse astral,
De jamais sentir esta nulidade de saudade,
De estar presente nesse plano desigual.
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema
Perdoem-me os poetas por tomar o vosso tempo a ler o que não gostam e o vosso espaço. Não por ser teimoso, mas por estar motivado, continuarei a publicar. Desculpem, mas terei que continuar.