Eu sei que não deveria mais
Não preciso das vozes rindo
Conheço muito bem os sinais
Deveria até já estar dormindo
Ai eu sento e ouço algo assim
Soterrado por uma avalanche
Que num átimo se apossa de mim
Sem me deixar qualquer chance
Palavras como sonhos e paixão
Deixam as linhas inertes do papel
Assumindo o controle do coração
E a mente acredita de forma cruel
Ainda existe espaço para um beijo
Um lugar onde os arrepios se tocam
Onde as silhuetas se vestem de desejo
Viram a madrugada nas juras que invocam
Deus perdoe-nos pela infância tardia
Carlos Correa