Poemas : 

Quando os sentidos nos traem

 
 
Eu sei que não deveria mais
Não preciso das vozes rindo
Conheço muito bem os sinais
Deveria até já estar dormindo

Ai eu sento e ouço algo assim
Soterrado por uma avalanche
Que num átimo se apossa de mim
Sem me deixar qualquer chance

Palavras como sonhos e paixão
Deixam as linhas inertes do papel
Assumindo o controle do coração
E a mente acredita de forma cruel

Ainda existe espaço para um beijo
Um lugar onde os arrepios se tocam
Onde as silhuetas se vestem de desejo
Viram a madrugada nas juras que invocam

Deus perdoe-nos pela infância tardia
Carlos Correa



 
Autor
Correa
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