Do trono dourado domina o vasto mundo,
e faz de si o próprio medo, força e armadura.
Ignora que a muralha mais alta e segura
tem pontos fracos, frestas e fendas sem fundo.
Controla tudo e todos a cada segundo.
Porém ergue o caos e guerra à própria altura.
Segue envolto em vício, oculta sua fratura,
em cada espaço mais protegido e profundo.
O poder sucumbe em sua própria ganância.
Por ângulos sutis que a vista desconhece,
desaba ao peso da arrogância e ignorância.
Constrói ruínas, ao se achar permanente.
Tropeça nos próprios pés, perde sorte e prece.
Por fim, se quebra em mil pedaços, totalmente.
Souza Cruz