Morena dourada, o sol te escolheu
e esqueceu de ir embora.
Ficou na pele, no ombro, no olhar,
nessa tarde que não acaba
quando você atravessa a sala.
Seu cabelo é sombra quente.
Seus olhos, café com mel.
Quando ri, o dia inteiro
se acende de novo, sem pressa,
como se o tempo também te amasse.
Não é bronze de estátua.
É ouro vivo, ouro que respira,
ouro que aquece a mão
de quem ousa chegar perto
e descobre que o fogo
também sabe ser carinho.
Morena dourada,
o verão te deve um nome.
E eu, que te vejo assim,
fico sem palavras precisas,
só com essa vontade antiga
de dizer baixinho: fica.
CATEGORIA DOS POEMAS:ROMANCE,AMOR