Chegou o tempo de um mar
imenso
de que não sei o nome.
Perdi os contornos dos dias
e tudo se espalha
nas fendas do deserto.
Ventos em fúria fecham janelas
que haviam prometido sementes
e não existe terra de onde
se avistem luzes acesas
nem lugares nas mesas
em torno dos campos.
Tudo é distância
ou atalhos cruzados
e a palavra
confusa
a esquecer os significados das cores.
Tudo é poente
e o azul estremece na penumbra da árvore.