Eu vejo seus olhos me espionando
Uma taça de vinho e uma echarpe
Seu dedo lentamente contornando
O cristal uma graciosa obra de arte
As palavras se distraem dos versos
Se jogam na direção de seus olhos
Mar sedutor que os deixa imersos
Nadando livres por entre escolhos
Trago-os de volta ao cais da razão
Um rápido vislumbre em seu olhar
Para ter a certeza de não ser ilusão
A noite conspira para nos ver brindar
Pela manhã uma echarpe vermelha caída no chão...
Deus abençoe a magia dos sonhos
Carlos Correa