Há casas
que continuam depois da parede.
Não inteiras.
Não visíveis.
Somente a sua inclinação
dentro do silêncio.
A linguagem falhou.
Trocou de sombra.
Ninguém a pronuncia.
Alguma coisa regressa.
Talvez o lugar onde a ausência
aprendeu a ecoar.
Talvez uma música
ou o lugar onde a música abandona os objetos.
E qualquer coisa
muito ao fundo
continua a cair
sem altura.
Toda a ruína
escuta.