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João Marino Delize,
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Tão efêmera quanto as rápidas chuvas de verão, Que se formam rápidas e rapidamente despencam do céu, Da mesma forma que se vão e o sol volta a colorir as gotas, Ainda dependuradas nas folhas das árvores banhadas.
Ora sou o Sol, mantendo o domínio e minha soberania, Por vezes sou as árvores regadas e ainda em regozijo , Noutras me sinto a chuva dominado pela paixão passageira, Enquanto você é sempre verão, de torrentes e sofreguidão.
Passo todo o inverno esperando a primavera, Quem sabe virás junto das flores e ficarás mais tempo, No inverno sofro sozinho o frio e a saudade do verão, No outono me desfolho enquanto lamento tua partida.
Assim vou passando o tempo, estação a estação, Sempre que chegas imagino que para sempre, Fazemos da minha cabana um castelo em festas, E assim como chegas cálida, ávida e efervescente, Voltas sempre exausta, farta e sorrateiramente.
Ainda bem que nosso tempo também é efêmero, Fazemos um ano às vezes em apenas uma semana, Quanto não encurtas ainda mais o tempo das estações, Sempre sujeitas às circunstâncias da saudade e do desejo.
EACOELHO
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EACOELHO
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| Enviado por |
Tópico |
| martisns |
Publicado: 15/06/2012 12:16 Atualizado: 15/06/2012 12:16 |
Colaborador   Usuário desde: 13/07/2010 Localidade: Mensagens: 13405 |
 Re: CHUVA DE VERÃO Um poema que esta um encanto lindo demais
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