Poemas : 

* devaneios *

 
Surgiu em meio à bruma tonteando de desejo o seu esmero corpo em prumo ansiar um longo beijo.
Nas vitrines paralelas nem se compara à beleza, eram finos traços comuns mais de tão rara natureza.
E eu inerme aos seus encantos entreguei-me a seus caprichos, prazer infinito eu senti naqueles poucos segundos tão lindos.
Deste sonho bom de prazeres aglutinados ficaram lembranças tenras em fissuras do passado, fissuras que o tempo não fecha embora o peito esteja cicatrizado.
Quando acordei não há vi nos lençóis macios de meu dossel, nem senti sua pele macia na minha tocar.
Assim são meus devaneios todas as noites a me torturar.
Uma vez aberta às janelas de minha alma, vejo luzir raros pontos e invadir meus pensamentos na ternura da manha onde o úmido e rejuvenescente orvalho molha as folhas da violeta solitária enterrada no jardim, e a branda brisa que sopra leva suavemente os doces suspiros de minha quimera.

 
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jeff
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