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Poemas : 

Não tenho medo - Lizaldo Vieira

 
Não tenho medo – Lizaldo Vieira
Contar estorias
Dessa coisinha disfarçada
Mascarada
CIFRADA
Coisa fingida
Sem vida
Pintada de nada
Muita certinha
Irreal
Ditando cátedras
E regras abjetas
Brincadeira de faz de conta
Banana e bolo
Que fazem o tolo
E a gente nada com isso
Todo supimpa
Pinto no lixo
Só brinca
Saboreando feijoada
De panela de barro
Tomando o gole de água ardente
Do pote
Pitando um trago do fumo de rolo
De Lagarto
Tem coisa melhor
Que cochilar debaixo da mangueira
Enxugar roupa no varal
Brincar com peteca de palha de milho
Soltar pombo no quintal
Escovar os dentes com juá
Pular nas pernas de pau
Tocar capoeira no berimbau
Curtir a risada gostosa de Irene
E mãe
No meio da conversa
Fuxicar de quem não presta
Gingar o Xaxado esfregando a boneca
No mais puro chamego á brasileira
A gente dança
O mal espanta
Esquenta o namoro
E assim
Tristeza nem fala pra mim
E a gente vai virando a pagina
Enquanto escravidão nem pensa
Em chegar
Pelas bandas de cá


Q U E S E D A N E C U S T O d e V I D A - Lizaldo Vieira
Meu deus
Tá danado
É todo santo dia
O mesmo recado
La vem o noticiário
Com a
estória das bolsas
Do que sobe e desce no mercado
De Tóquio
Nasdaq
São paulo
É dólar que aume...

 
Autor
Lizaaldo
 
Texto
Data
Leituras
1967
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