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Escrever ao som de... 2010

 
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A partir de canções de 2009, os nossos poetas Alemtagus, AlexandreCosta, MarySSantos, Gyl, Benjamin Pó, Alpha e Aline Lima escreveram mais um conjunto de poemas que converterá o ebook "Escrever ao som de..." numa obra certamente memorável. Acompanhe-nos e não deixe de participar!

Lembramos que, a qualquer momento, caso queiram adicionar poemas aos que já temos dos anos anteriores, podem fazê-lo sem problema.

E agora... 2010!

A primeira canção é de Marcelo Jeneci que, em colaboração com Laura Lavieri, gravou a canção “Pra Sonhar”, incluída no álbum "Feito Pra Acabar", o seu disco de estreia. Esta música tornou-se uma das mais conhecidas do cantor e ajudou a divulgar o seu álbum, que marcou o início da projeção deste cantor no cenário da música brasileira atual. A letra e a melodia são um belíssimo convite à inspiração poética!

A segunda canção é de Camané, um dos nomes mais reconhecidos do fado contemporâneo em Portugal, conhecido pela interpretação intensa que coloca em cada obra, bem como pela ligação que estabelece entre tradição e modernidade. Entre as suas gravações encontra-se "E por vezes", cuja letra é um poema de David Mourão-Ferreira, um dos vultos mais importantes da cultura portuguesa do séc. XX.

Marcelo Jeneci - "Pra sonhar"


Camané - "E por vezes"


Nota: Caso não se identifique com nenhuma das canções sugeridas, pode inspirar-se numa outra, desde que seja do ano a que se refere o post. Neste caso, não se esqueça de colocar o respetivo vídeo.


 
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Luso-Poemas
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 09/03/2026 20:41  Atualizado: 09/03/2026 20:41
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 Re: Escrever ao som de... 2010
Deixar-te no sonho uma vida inteira
Que guardo no peito do mundo todo
Como um vento que s'esquiva louco
A ler a lua como se fosse a primeira
Que se deitava a meu lado sem lodo
Os dois nos dias que sabem a pouco

Apressava-se-m'o tempo num olhar
Entre verdes e azuis e rubro arrebol
Com braços e mais braços d'abraços
Ali espalhados no chão de tanto mar
Onde náufrago fiz da noite o seu sol
Caminhos andados de tristes passos

Ver-te o dia de amanhã sem pressa
Sentir-t'a envolvê-lo assim em mim
No calor apertado e só do teu medo
Calar o silêncio antes que s'esqueça
Que a última palavra já não tem fim
Gostava de andar por aí em segredo

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