novamente a chuva
as árvores alegram a manhã na vez das pessoas cabisbaixas
no recreio, o vozear das crianças libertas do vigilante
abre o livro na página sem letras e finge as frases
é tudo a fazer de...sabias?
não é dor
é flor
é fénix
bebe o vinho que sobrou de ontem
solta os pombos do telhado e lê a fuga das asas
aprende o corpo inerte em pose
conclui os dias e escreve um título
de flores à volta como um reino desconhecido
no caderno pontuado a vermelho de uma menina interrompida.