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Poemas : 

Na Noite

 
Tags:  noite    cidade    calor    lisboa  
 
Oiço baratas na minha almofada,
com o meu arrastado pestanejar.
Oiço o sangue da noite,
o zume zume que embala a cidade.

Hoje deitei-me virada para a janela,
sem dormir, vendo um prédio sonolento,
como eu não estou.
E só não te queria à minha beira,
porque faz calor, e eu suo muito,
fico suja... amarela.

Deixo a janela aberta,
convidando melgas para me chuparem o sangue.
Deito-me na noite, sendo parte dela
esperando o seu efeito bumerangue.


Maria Toranja

Carla Venta
 
Autor
C.Driade
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 17/06/2014 00:17  Atualizado: 17/06/2014 00:17
 Re: Na Noite
Noites sem arestas que não mostra o seu outro lado, onde as madrugads são sonolentas, junto ao enscontro seu dormir.

Lindo poema


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 17/06/2014 09:37  Atualizado: 17/06/2014 09:37
 Re: Na Noite
algumas melgas sugam tanto que ficam do tamanho de pessoas. gostei de ler. abraço.