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| Alemtagus | Publicado: 02/03/2026 21:13 Atualizado: 02/03/2026 21:13 |
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Moderador
Usuário desde: 24/12/2006
Localidade: Montemor-o-Novo
Mensagens: 3959
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Decadente se fazia a mente
Ocidente sem o ascendente Indecente e inumanamente Semente cresceu impotente Maledicente o ser que sente Igualmente o puto diferente Lento navega o tempo ocioso Estilhaço nessa vida preciosa Negro no branco em osmose Olvida do homem pernicioso Vozes de vós gente corajosa Em desumana metamorfose |
| Enviado por | Tópico |
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| AlexandreCosta | Publicado: 04/03/2026 18:16 Atualizado: 04/03/2026 18:16 |
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Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1470
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"Cavalo à solta" - Rua da Saudade
Isso e mais qualquer coisa jamais foste corrente morna ou insipiente és a dose de assombro parada ou mordente explosiva ou ausente precipício ou ombro és o alto contraste a incrível e o traste um poema um gatafunho o desleixe e o cunho a queda e o guindaste és rubor e gangrena a direita e a que empena és a forte e a fraca a geleia e a estaca a que foge e a que acena és o gelo e a ardência o decoro e a indecência és o mel e o veneno o ínfimo e o pleno a razão e a incoerência és a sorte e o azar o partir e o ficar és a última e o pódio és o amor e és o ódio um deserto e um mar és a mão larga e forreta a visível e a secreta és tudo o que sempre sou e além de tudo isso acrescenta-lhe o sumiço que um poeta te calhou 04-03-2026 |
| Enviado por | Tópico |
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| MarySSantos | Publicado: 04/03/2026 21:39 Atualizado: 04/03/2026 21:39 |
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Colaborador
Usuário desde: 06/06/2012
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Assim, tão de repente
o véu de névoa sob si levava rocha em cor e forma vintage bruta altiva indiferente roçou-lhe serpente ardil quente paixão dissolvente a dissipar o véu e o granito assim, tão de repente... sente |
| Enviado por | Tópico |
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| Gyl | Publicado: 04/03/2026 22:57 Atualizado: 05/03/2026 02:27 |
Usuário desde: 07/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 16308
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No breve instante da loucura
Há duzentos passos do paraíso Preso em minha armadura Do Quixote sem juízo. E revendo velhos livros e poemas Velhos temas e amigos Idos em outras atmosferas Lembrei quando outro eu era Quando eu trazia sorrisos De um fogo que me consumia Quando eu pintava poesia. Hoje trago o rosto cansado Olhos absurdos fechados Certos trejeitos e entraves No peito trago um cadeado: Por acaso trouxeste às chaves? |
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| Benjamin Pó | Publicado: 05/03/2026 15:52 Atualizado: 05/03/2026 15:52 |
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Administrador
Usuário desde: 02/10/2021
Localidade:
Mensagens: 935
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história de amor chorava sempre que ouvia a história de lily braun nunca tinha casado nunca subira a um palco nunca fora ao circo um marinheiro inglês no bar de uma outra vida tinha-a chamado my star e o nome ficara com ela deu-o ao gato que lhe arranhava os móveis caçava moscas pela casa dormia no seu colo à lareira morrera há dez anos e não arranjara um novo porque não saberia que nome lhe dar as melhores histórias de amor vivem de garras de pequenas coragens e de uma mão que acaricia um nome em silêncio para sempre (inspirado em "A História de Lily Braun", canção de Maria Gadú) |
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| Alpha | Publicado: 05/03/2026 19:32 Atualizado: 05/03/2026 19:32 |
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Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
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Mensagens: 2314
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Em ti respiro
Como a manhã aprende a luz o sol rasga o horizonte devagar, sem pressa assim algo em mim desperta Entre o teu nome e o meu há um movimento secreto como maré que recua apenas para voltar inteira Habitas-me sem ruído como lume aceso no peito segurando o frio dos meus dias quando tudo parece quieto demais Viver deixa de ser hábito para se tornar descoberta cada instante lembrando que há mais vida no sentir E descubro que o milagre não é respirar mas simplesmente saber que é por ti que o faço! |
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| Aline Lima | Publicado: 06/03/2026 19:41 Atualizado: 06/03/2026 19:41 |
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Administrador
Usuário desde: 02/04/2012
Localidade: Brasília- Brasil
Mensagens: 1154
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Fora de Cena luz demais para promessas pequenas dizem o nome dela com convicção a orquestra aceita já ensaiam o final feliz a música muda procuram o centro da cena a cadeira vazia a arte de escapar inteira da imaginação alheia |
| Enviado por | Tópico |
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| AlexandreCosta | Publicado: 10/03/2026 17:44 Atualizado: 10/03/2026 17:44 |
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Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1470
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"A história de Lily Braun" - Maria Gadú
"Diafragma" não sei se da abertura do excesso dela da imprevisão entraram-me ciscos coriscos de engasgar respiração não sei se a formosura de luz em partitura me balançou os pulmões aos encontrões pela emoção não sei se o olhar imoto que ao terramoto de sensações achou o quadrante e num instante sacou a foto sei que fiz poemas prosas e cenas de filme atípico e sei que dei buquê nem sei porquê de tom eliptíco não sei se me perdi de ti ali onde não estou talvez perdido seja o sentido mas a foto ficou 10-03-2026 |
| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 11/03/2026 22:10 Atualizado: 11/03/2026 22:10 |
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Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
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Galinha com Amêndoas
Não há fim sem princípio e meio nem, sem vazio, o cheio. Tudo isto para te contar que a lágrima vertida pelos dois tinha esse sabor agridoce. Se esta noite chove, ainda podemos viver a madrugada passada, e o agora com os olhos da criança. Quero crer. (inspirado na História de Lily Braun de Maria Gadu) |
| Enviado por | Tópico |
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| Luxena | Publicado: 12/03/2026 01:20 Atualizado: 12/03/2026 01:20 |
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Super Participativo
Usuário desde: 07/03/2025
Localidade: Brasília
Mensagens: 175
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"Engavetamentos"
como pode um poeta não saber amar? suas mil palavras, pedidos de desculpas eu não consigo entender preciso muito saber de toda e qualquer informação sua pra me orientar nessa rua e ver qual é a trajetória desse simples devaneio fantasia de amora que me leva em um passeio nossa, quantos pólens! olhe as pétalas! aquelas setas atravessam o meu peito |
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| agniceu | Publicado: 19/03/2026 03:27 Atualizado: 19/03/2026 03:29 |
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Colaborador
Usuário desde: 08/07/2010
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Rua da Saudade - "Cavalo à Solta"
Anoitecendo o sonho anoitecido a noite veste a moda chique do noir, com brilhos e lantejoulas. eu a admiro, de pijama e pantufas chinesas, debruçado na janela do quarto. ai, esta noite... noite dos amantes, e eu aqui, sozinho, a sonhar com a pressão, a fervura, sem tampa para a panela da mirada cozinha. desejando que uma princesa me venha raptar, num cavalo dourado, para conquistarmos pedaços dérmicos nunca cavalgados. até a minha vizinha, que é uma bota da tropa, já encontrou o par... falta só eu neste andar, e por este andar chegarei aos cinquenta com a batuta mirrada e os sonhos desafinados. resta-me continuar a beijar o tabaco, manter a paixão acesa pelo clube, e dar uma voltinha de carro aos domingos. |