que se faz de fina
felina
como um rato
rebuçado de agelasta
como virgem incasta
das que corrigem
com bom brocado
o mau palato
como ave que busca milho
procuro no brilho
de um charco
o arco do firmamento
onde conjuro o pensamento
que a amansar
se cansa
e por isso avança
assim absorto
no fado de ser morto nado
na poesia
cismo no verso postiço
nas metáforas a saldo
e na minha avó que dizia
filho deixa lá o caldo
e come mas é o chouriço