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Poemas : 

O som das facas

 
O som das facas atravessa a ponte onde negas amor.
(Falas ao vento?)

Esqueço-te
num concerto
de orquestras.
...
Baile na rua

A batucada desliza na cintura. Rodam saias nas curvas sinuosas.

O baile da rua celebra o sol.

Apaixono-me.
Dobro-me no ar.
Mergulho rios
que nascem
na alma.

Encaixo
a mão
no peito.
Mastigo
a poesia.

Sugo o sumo
dos cáctos.

Amanheço.
Vagalumes
adormecem.
...
Quero mais
espaços nas ruas
para cantar o amor e compreender
a loucura.

Abro janelas e portas e canto.
Liberto-me
o desejo de estar
na última cena
da ópera Turandot.

Fale-me de encantos
nas salas
do mundo.

Seria bom te encontrar cheio
de ternura
a me dizer:
Olá, querido!

Lembro-me
das tuas mãos entrelassadas
no vazio.

Converso com alguém que ficou atrás do cenário.

Ilumina-se a vida.
Todos merecem
a liberdade das folhas ao vento.

Desperto antes
de abrir a boca. Espalho-me
no mundo.
Celebro a minha essência, contorno espaços, desafio destinos, fantasio amores.

Deverias
olhar a paisagem
e ser parte dela.
...

Imagino as mãos
no peito dentro
da camisa
de linho.

Sou a mesma criatura quando ouço: pare!
Eu paro e nada falo.
Quem me fará feliz?

Há luz na alma
que renasce.


Poemas em ondas deslizam nas águas.

 
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RaipoetaLonato2010
 
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