Poemas -> Crítica : 

Assaltix

 
O sol que queimou
A minha testa seca
Dilatou minhas púpilas
Trouxe revolta ao coração cheio de feridas

Sou um homem livre
Não nasci pra escravidão
Por que tenho que obedecer filha da puta
Com foice e martelo nas mãos?

Tataraneto de escravo, mas ele não teve escolha
Já eu posso aceitar a insubmissão
Essa elite política, só quer escravizar
O fruto do suor do meu trabalho roubar

Vão se fuder, eu não vou obedecer
Eu não votei nessa velha mula, paguem ai vocês
Essa receita ta saindo muito cara
Porque foram catar os ingredientes na vala

Cabelo boi lambeu, mais ceboso que carne de cobra
Veio dizer que estou devendo
Mas eu não tenho filho de cabelo branco
Vai trabalhar, para de ficar vagabundando

Eles dormem roubando, roubam até cagando
Malditos sejam, eles estão até em comando
É tudo família, tudo do mesmo saco
Esses ratos que querem ficar comendo do nosso prato

Agora o assalto foi automatizado
E o trabalhador humilde, nas costas, tem um alvo
Eu não devo, eu não comprei nada
Tomar no cú quem defende imposto, tu tá vivendo em Nárnia

Vai assaltar na casa do caralho
Onde vocês enfiam tanto dinheiro, seu bando de velhos arrombados
Nada consegue trazer os mortos a vida
Parem de gastar nosso dinheiro em azul e tadalafila

 
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neon
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