Quando olho para ti, sinto um tremendo arrepio,
Como se o tempo parasse num simples desafio,
No peito o coração bate, e não sei como conter,
É medo, também é desejo misturado ao prazer,
A chama atravessa sem nos pedir permissão,
E logo bagunça a ordem onde tudo é emoção,
Há um silêncio em nós que fala mais que a voz,
No toque em tuas mãos prende você e nós,
A pele escuta e sente o que a boca não traduz,
Meu sembrante fica paralizado querendo o sinal da cruz,
Cada gesto, cada toque é um convite ao sentir,
Cada abraço uma faísca bem difícil de resistir.
Esse arrepio é presságio ou apenas emoção,
Pouco importa no momento essa conexão,
Quero ficar em teu riso pois prende minha atenção,
Onde o desejo dança ao som do violão,
É olhando tua face nua para tentar descobrir
E esconder todo medo para voltar a sorrir.
Elias da Silva Barbozza
