Injusto mundo,
Isso não faz sentido
Premiar um mentiroso, sujo e corrupto
Com honrarias de lider
Isso é absurdo, um abuso
Ao que segue as regras,
O suor de sua testa
Vira sustento de vagabundo.
Tento fechar os olhos, seguir trabalhando
Ser da massa, não viver questionando
Eu não deveria pôr aqui
Minhas esperanças e coração
Porque tudo isso é passageiro
Talvez seja tudo uma piada de mal gosto
Pra punir a maldade dos homens
Mas estou feliz,
Nada tenho aqui, nada levarei daqui
Dinheiro rasga, queima, vira pó
Respiramos merda, esgoto e perfume
Então, não é de todo ruim
Ainda bem que poderes não tenho,
Que sou fraco, pobre, comum
Na multidão, apenas mais um
Porque se eu tivesse poderes
Rasgaria essa elite podre ao meio
Mas não posso criticar os maus,
Porque contra eles, maldades eu faria
E, talvez, ao destrancar portas de minha mente
Eu seria como eles, demônios em forma de gente
Que precisam se entorpercer pra sentir o coração bater
Se o mau é ciclíco, o bem também é, e a força pra construir se chama amor
Acho que preciso me afastar, senão vou sofrer
Me afogar em minha fúria, sem nada poder fazer
Talvez eu só deva fechar meus olhos
E meditando, deixar esse turbilhão passar
Assim como passam-se os anos
E que anos, gerações e gerações se vão
Mas nada muda, o ser humano não muda
Os idiotas ainda sacrificam a baal
São primitivos, comem fezes, fazem bacanal
Destroem o que seus avôs construiram, burrice sobrenatural.