[Coisas que não se apagam]
Como esquecer daquela velha tarde
Caminhando ao lado do melhor amigo
Cantando juntos a canção que nos fazia rir dos hipócritas
Perdendo o sentido da vida na levaza do capricho de escritas.
Andarilhos rumando na estrada da vida
Colhendo poesias das velhas árvores despidas
O sorriso nos lábios, refletidos nos olhos brilhantes
Emanando ternura em palavras que não fugiram pelo instante.
Seguindo trovões, brincando na tempestade
Alma lavada, gargalhadas saboreando doses de liberdade
Dedilhando sonhos em vetrines ao som de valsas
Pensamentos levados por correntezas numa balsa.
Ternos semblates, rostos já desaparecidos
Marcantes como cortes de espadas, jamais esquecidos
Nas noites regadas a vinhos nobres
Eles sempre reaparecen em visões adornadas de cobre.
Vida, um livro aberto esperando poemas serem nele compostos
Sorrisos, lágrimas, felicidade, tristeza, amor, ódio todos do mesmo lado, em lados opostos
Coisas que não se apagam, a traça não consome a ferrugem não destroe, sabores da bondade
Todo dinheiro do mundo não paga o valor de um minuto estendido no varal da eternidade.