As coisas comuns não me animam.
Não quero casa, ela nunca será minha. Não quero a vontade de ter filho, quero a certeza que posso ser pai e isso não tem nada a ver com espermatozóide e óvulo. Não quero casar por conta do sexo, nunca escutei dele na lista de saudades de uma viúva. Quero amizades em que a fala séria é escutada, que a brincadeira acaba em risada. Sem vergonha nenhuma de mostrar a criança guardada, sem vergonha nenhuma de expor o adulto rancoroso.
Talvez eu queria viver em uma época que nunca existiu.