Sinto o aroma…
já paro.
Ah, forte lembrança
de tempos já esquecidos,
que relutam
para rasgar o meu âmago,
distorcido
pela realidade distópica
e tão real.
Assim dizem…
Pois…
ouço-lhes.
Recuso-me a escutá-los.
Como fez José Régio:
“Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
por que me repetis: ‘vem por aqui’?”
Paro.
Olho não me importa.
Logo sento-me.
Ah… que aroma.
Delicioso.
O tabaco.
O charuto
que ainda não fumei
para o propósito esperado.
Breve…
Eis-me aqui:
a ouvir vozes
não ruídos.
Vozes
de todo o mundo.
Ah, linda, doce menina…
Que menina?
Linda, doce mulher.
Sou eu
a poeta.
De volta,
rasgando o útero,
a voz
e a escrita.
Aqui,
a observar.
Athanís Mesmerri - Luxembourg 24/04/2026 - 16:50