
| Enviado por | Tópico |
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| Alemtagus | Publicado: 20/04/2026 18:14 Atualizado: 20/04/2026 18:14 |
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Moderador
Usuário desde: 24/12/2006
Localidade: Montemor-o-Novo
Mensagens: 4223
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Se algum dia me esquecer de ti Das linhas curvas do teu sorriso D'um doce encanto do teu olhar Virei em leves silêncios até aqui Sentir da poesia o velho paraíso E ler-te qual marinheiro no mar S'a cada dia te roubar um abraço Daqueles qu'apertados me davas Assim juntinhos a tanta distância Terei de tod'as estrelas do espaço Rios e pássaros que mais amavas Flores em cores d'doce fragrância Escreve assim num pedaço d'mim Só o teu nome em letra de poema Um beijo com os sabores de gente Amigos e irmãos que não têm fim De onde tiro do proveito sua fama E de ti todas as letras infinitamente |
| Enviado por | Tópico |
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| AlexandreCosta | Publicado: 21/04/2026 11:57 Atualizado: 21/04/2026 11:57 |
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Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1612
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"Volta" - O terno
Quando voltares... estou aqui apesar duma respiração que me falha dedos no fio da navalha quase exânime na demora que me calha mas vejo na saudade a luz que me falta a tua luz como mortalha a cobrir-me na morte para a ressurreição uma acendalha e se já respiro não é de ver-te é de ter-te na fornalha poema quente escorrendo a calha a dizer (quando voltares) jamais ruiu esta muralha 21-04-2026 |
| Enviado por | Tópico |
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| Alpha | Publicado: 22/04/2026 17:22 Atualizado: 22/04/2026 17:22 |
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Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
Localidade:
Mensagens: 2329
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Contigo eu vou ser o que sou
Nada em mim ficou inteiro para chamar de certeza. Sou vento partidas cedo demais caminhos que falhei. Mas desde que te vi há algo que não foge um peso doce no peito como se o coração cansado tivesse enfim onde cair. Sou esse barco à deriva escuro, inquieto, sem direção mas em ti há uma luz quieta que não pede porto só rumo. E eu vou não por saber nem por coragem mas porque em ti não fujo de mim. Se me chamares, vou mesmo quebrado, mesmo breve com tudo o que em mim falha. Porque é contigo que o temor abranda. Contigo eu sou o que sou! |
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| Luxena | Publicado: 22/04/2026 22:55 Atualizado: 22/04/2026 22:56 |
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Da casa!
Usuário desde: 07/03/2025
Localidade: Brasília
Mensagens: 242
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Therac-25 (Luxena e JotaPedr0)
silêncio esse calor no meu peito foi... foi a luz de Hemera em feixes com formato de quimera sua alma jovem de gosto vivido tão fluido quanto vidro diante daquilo do pretérito torna-se afável enquanto você me arranca "elétrons" eu me delicio com o proibido em segredo, a minha libido passa daquele muro de chumbo minhas partículas atravessando sete mundos começo a escutar acordes diminutos trastes e insetos em frequência desproporcional uma urgência quase angelical uau... até parece um sonho mas vagando por errôneos dessa vez, opostos não se atraíram |
| Enviado por | Tópico |
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| Benjamin Pó | Publicado: 23/04/2026 13:23 Atualizado: 23/04/2026 13:23 |
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Administrador
Usuário desde: 02/10/2021
Localidade:
Mensagens: 950
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spoiler justo agora que ia saber o final para vos contar é que o filme se converteu em fotografia a música silenciou lacerada uma colcheia a bofetada do ator passou a aceno o cenário devorou em névoa o movimento e rasgo a folha com os olhos a pensar qual das metades é justo agora que vos ofereça (inspirado na canção "Chama-Me Que Eu Vou", de David Fonseca) |
| Enviado por | Tópico |
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| klopes | Publicado: 24/04/2026 17:09 Atualizado: 24/04/2026 17:09 |
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Muito Participativo
Usuário desde: 15/02/2026
Localidade: Lisboa
Mensagens: 65
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Onde Eu Sou
Passo o semáforo a correr, sinto a pedra do corrimão na palma da mão, Vou-te encontrar. Não é destino, é só pressa de te ver nesta esquina onde o vento cheira a café. Convida-me que eu caminho, mesmo que a rua seja íngreme, mesmo que os meus ténis se gastem na calçada. Sou faísca a roçar nos casacos que passam, um ponto em movimento. Vou em direção a ti. Moras no espaço todo da minha ideia, embora sejas apenas tu, aí parada, com esse riso meio solto que desarmas sem esforço, bastando o reflexo a bater nos vidros das montras. Contigo eu sou. Não o que fui ontem, nem o que serei depois, mas este agora, frenético e simples, nesta rua que, de repente, se molda aos nossos passos. Carlos Lopes (inspirado na canção "Chama-Me Que Eu Vou", de David Fonseca) |
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| AlexandreCosta | Publicado: 27/04/2026 11:11 Atualizado: 27/04/2026 11:11 |
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Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1612
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"Chama-Me Que Eu Vou" - David Fonseca
Acho que vai dar certo, certo? jamais te dou como certa eu que incerto sou construo-me nas incertezas de querer ser o certo e por vezes surjo errado só estou certo da tua incerteza e para dar certo acerto-me nos pontos em que possas ser errada erraremos sempre acertadamente se estivermos certos do erro e assim mesmo não tendo a certeza acho que vai dar sempre certo 27-04-2026 |
| Enviado por | Tópico |
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| Aline Lima | Publicado: 27/04/2026 19:01 Atualizado: 27/04/2026 19:01 |
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Administrador
Usuário desde: 02/04/2012
Localidade: Brasília- Brasil
Mensagens: 1187
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Sem devolução vai e leva contigo o que escuto no chão onde ainda não estiveste o riso falha e escapa a rua, a casa, a noite tuas, mesmo vazias no instante que não se prende vibra, escorre, respira enrosca-se nas mãos que não seguram mas se reconhecem o tempo não passa para e gruda na pele no ouvido no que não obedece o abraço não devolve abre o mundo se cala feito água depois da superfície |
| Enviado por | Tópico |
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| agniceu | Publicado: 17/05/2026 22:52 Atualizado: 17/05/2026 22:52 |
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Colaborador
Usuário desde: 08/07/2010
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Mensagens: 808
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O astrolábio dos corações sem manual de instruções
Os mapas mostravam estradas ao contrário dos passos dados. Escolhemos seguir em frente quando os sinais mostravam alertas de nevoeiro intenso. Não fomos pelas vias rápidas; escolhemos o caminho das cabras e só encontrámos carneiros a marrar nos calcanhares e nos rabos, atordoados de medo. Mais tarde, optámos por separar o que demos com os braços quando o caminho trilhou os nossos laços. Desde aí, olhamos mais para o rasto dos sapatos do que para a dianteira dos passos, tentando medir a distância do que não fomos, nem por um dia, tão pouco. |