A terra pulsa sob os meus pés descalços
uma presença antiga a delinear o meu andar.
O vento sopra ao de leve no meu rosto cansado
não pede licença, vem só me beijar.
Há um silêncio cúmplice entre mim e o mar
num abraço longo que me faz desejar.
A água escorre livre pelos meus dedos
fios de um fluir que ampara todos os meus medos
Tudo pulsa no seu tempo, sem relógios a controlar
são o sol e a lua que ditam o momento de amar.
Escrito a 24/06/26