Perdão hoje eu já prefiro não sonhar
Houve um tempo de campos verdes
Os sonhos caiam maduros do pomar
Talvez fossem frutos de nossa sede
Da certeza de conquistá-los um a um
Do frenesi em ultrapassar a estação
Até que um dia não existia mais algum
De verdes eles caíram secos pelo chão
Perdão hoje eu já escolho não sonhar
Já não é suficiente apenas acreditar
Seguir os pássaros desenhando o céu
Melhor guardá-los envoltos num véu
Talvez os pássaros hoje não cantem mais
Ou sou eu que não ouço mais suas canções
Deus abençoe o canto das aves
Carlos Correa