Jovens, belos e apaixonados,
levávamos a vida encantados,
nas manhãs grávidas de sol,
nas ondas do mar ao arrebol.
Na distância criámos o ninho,
raminhos e flores de azevinho.
E foram tantas as esperanças,
tantas e alicerçadas alianças,
que alcei vôo: e fomos nós,
bastando-nos um ao outro.
Porém, escureceu-se o céu,
da cintura do universo ao cós
vulgo da ganga. Nado morto,
que descreu e me pôs no breu.
Jorge Humberto
12/07/2026