Poemas : 

Altar de carne

 
No escuro
o corpo não mente

desaprende o nome
despe a biografia
e acende uma língua
que nenhuma boca conhece

há um altar erguido
onde os ossos se ajoelham

não se reza
a carne é quem inventa
o deus que a atravessa

toda cicatriz
guarda uma porta fechada

toda pele esconde
um incêndio
sem fumaça

quando amanhece
o espelho recolhe os restos
de um rito
que ninguém viu

mas que o silêncio
jamais consegue esquecer



Inconstante...

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MarySSantos
 
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