Poemas : 

Trinta e sete vírgula um, ainda não é poema

 
No sangue
entre a carne e o osso,
viscoso,
ferve.
Em lume brando,
coisa de brasa
que vai andando por dentro da casa.

No instante anterior,
na gota de água que não cai numa chuvada,
breve,
tem um nada que a tudo deve.
À flor da pele
em que atua
à minha se cola

cozemos...


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

O título tem direitos de autor.
Ele foi criado e escrito por Levant na iniciativa Dicionário Luso-poemas como definição de Febre.
 
Autor
Rogério Beça
 
Texto
Data
Leituras
30
Favoritos
1
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
11 pontos
1
1
1
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
AlexandreCosta
Publicado: 09/09/2026 15:32  Atualizado: 09/09/2026 15:32
Administrador
Usuário desde: 06/05/2024
Localidade: Braga
Mensagens: 1731
 Re: Trinta e sete vírgula um, ainda não é poema
o olhar atento acaba sempre por inspirar-se e deitar cá para fora e isso vale mais que qualquer comentário!

é o que nos move

abraço a ti e ao Levant

Links patrocinados