Ai, Mãezinha!
Vi uma lâmina atrás de todo sorriso.
Admiro a verdade dos outros sem duvidar, hoje,
ser ela tão-somente a semente do fim da vida.
Ai, Mãezinha!
Leio o epitáfio sem duvidar de ainda ver
um sorriso no canto de tua boca.
E, logo, logo o lobo dentro de mim descansará.
Ai, Mãezinha!
Vejo sombras dissiparem-se em nossa passagem.
Ai, Mãezinha!
Seremos esquecidos, mas, confesso:
no teu colo fui feliz.
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Rehgge Camargo_________________________________
"o poeta absorve, filtra e exala."