Poemas : 

Do outro lado da janela

 
 
Quando a noite estende seu véu
Não se importando com o negrume
Eu me sento ao teclado ouvinte fiel
Tento encontrar em mim algum lume

Fecho os olhos e não sigo a canção
Consinto em que ela me transporte
A um lugar terno dentro da amplidão
De um abraço oxalá um beijo com sorte

Quanto sentimento um acorde tem guardado
Até onde um coração sombrio consegue sonhar
Há coisas que nunca pertencerão ao passado
Viverão ininterruptamente na imensidão do mar

Levanto-me iludido dou um passo e abro a janela
Pode ser que a canção retorne aos meus ouvidos
E ouça uma versão só para mim cantada à capela
Despertando visões e voos há muito adormecidos

Deus abençoe o lume das canções
Carlos Correa

 
Autor
Correa
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