Em algum momento a magia se perde
A poesia em folhas amareladas de outono
Vai perdendo as rimas como se foi o verde
E você olha as camélias quase em abandono
Aí você deixa seus sonhos e baixa a moldura
Já não há mais tela nem canção você se levanta
E vai embora sem ousadia sem qualquer ventura
Do nada quando chega o dia fica um nó na garganta
E você se desculpa daquele gesto quase profano
Sua mente se torna uma loucura de ideias perdidas
E para o seu coração você se torna um velho tirano
Chegam os girassóis e os jasmins pelas suas avenidas
E a primavera faz então germinar novas magias
Sem perceber você senta e escreve novas poesias
Deus abençoe os locais de onde não podemos fugir
Carlos Correa