Ela é linda e sentimental ao extremo
Frágil como uma porcelana
Pra se defender usa veneno
Ilude enquanto mata aos poucos quem não está vendo
O céu se torna vermelho
E as águas se tornam barrentas
A própria realidade é questionada
A lógica é severamente castigada e sufocada
Ela diz que você faz algo
Que não está fazendo
E assim ela controla como você vai vivendo
A individualidade vai se perdendo
Não importa se ela é má
Ou se está só se defendendo
Do vazio que sente em si mesma
Ela não tem uma forma concreta
Por isso, suas palavras e lágrimas
Percentem ao vento
E suas intenções são de egoísmo maquiavélico
Ela vai te controlar a todo o momento
Ela comprou o tabuleiro e as peças
As regras são dela
Você não pode vencer nesse terreno
A vitória é não jogar o jogo, ir embora sereno