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Poemas : 

Xadrez de pombos

 
Maldita rosa das trevas,
Pois me puseste entre escravos amantes da esmola
Dos lacaios aos que amam suas correntes
E que afligem em sua cegueira as vozes de sua própria razão
E as vozes daqueles que clamam por liberdade

Devorados pela ilusão,
Como poderiam meia dúzia de ladrões ser mais forte que nós?
Assim como o cão,que sem perceber ostenta uma coleira em prol de pertencer
Assim é o povo em relação ao seu Estado

E,de supetão,na calada da noite
Enquanto o que deveria vigiar adormece
Eis que o circo chega a pacata cidade
E está posto o espetáculo,
Dancem bonecos,dancem
Teçam os acordes do balanço dos fios,dos grilhões das correntes

Porque eu sou a tua religião
E sem fiéis eu não existo
Eu sou a tua palavra de revolução,eu sou a tua caixa
Fora de mim não podeis pensar
Te delimitarei em uma linda caixa desenhada
Para que por ventura a estadia não seja enfadonha

Confesso que tenho medo,
Quando nem o desenho,ou o pão,te são suficientes
Eu falhei em te limitar? Ou te limitei pouco?
Será que acordaste do devaneio em que te fiz repousar?
Não,não,não... não pode... não pode ser
Vá,oh meu lacaio e mostre a teu confuso irmão o meu caminho,somente o meu

Porque a liberdade é o mal,
O controle é o bem
Porque não existe o individual
Eu sou teu pastor e tu é uma ovelha
Mas,jamais te direi tais coisas,porque estratégia é meu nome
Tu nascerás dentro da caixa e ela será a tua realidade

Aquele que quiser ser seu próprio eu sofrerá,
Aquele que da corrente quiser se libertar,será castigado
Aquele que for ovelha e tiver voz de pastor,será inteligentemente calado
Aquele que acordar,será posto a dormir

Vivam,vivam para meu sonho
Se libertem,se puderem...

 
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neon
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