...o lápis deixou escorrer sua seiva seca sobre o papel. Ele não fala das árvores, dos orvalhos sobre as folhas, de seus namoros com o vento. Seria o fruto o orgasmo da planta...a pedra é o peso do silêncio? O que dizer dos rios que aprendem a voar nas cachoeiras. E das lágrimas saem o sal que já temperou oceanos.
O lápis, ele sim, sabe que o papel já foi ele e agora é só um poema.