Habito o intervalo entre o nada e o nunca,
onde a luz se esquece de nascer
e a alma, sem contorno,
chora aquilo que não sabe perder.
Sou um abismo vestido de ausência,
um relógio sem horas,
um adeus sem partida.
E, dentro de mim,
há flores morrendo em silêncio,
sem que a primavera perceba
que também fui vida.
Hondy
( O brilho do seu olhar iluminando a poesia )