Andando por charnecas sempre escuras,
Nos pântanos, a sorte se lançou,
E as mãos que procuraram por ternuras,
O tempo sem querer nada deixou,
As horas se entregando em amarguras,
Amar foi tudo aquilo em que pensou,
Porém a vida volta e se revela
Desnuda sem a máscara; é vazia,
Nas mãos de tantas cores, aquarela,
Nos olhos a saudade queima; fria.
E tudo se resume nesta tela
Aonde esta beleza se esvaia...
Querer e não poder seguir adiante,
Passado inda presente e delirante...
Marcos Loures