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Textos -> Desilusão : 

Amo-te

 
Não quero ser mais um criado pela mesma pessoa que te criou a ti, tenho medo de acabar como tu, tenho receio de me tornar na pessoa que és. Não desejo o mal que me desejas a mim a ninguém nem tão pouco aos teus pais por te terem feito. Não quero ser de jeito nenhum comparado a ti ou ao que fazes, pessoa alguma tem o direito de dizer que fomos feitos um para o outro, alma de gente não nos vê juntos, mas sim separados para toda a vida. Não te quero ver nem pintada de ouro. Sejamos francos quando digo que és má, quer dizer, má não és porque o que me fazes é com toda a certeza planeado e terminado com a cereja no topo do bolo, nas festa começas a dançar quando entro e pegas logo no primeiro tipo que te aparece á frente, nos bares nem queres saber o que estas a beber, manda logo pela goela e passado 3 minutos já estas bêbeda e abraçada e um Inácio qualquer. Para ser franco contigo, sim eu Amo-te, digamos que é um amar enlameado, sai facilmente com água, quando choro depois das coisas que me fazes passar o desespero e toda a tristeza é lavada com o pano da cozinha, mas tu, tu serás sempre a mesma besta insuprível de sempre, podes tomar os banhos que quiseres, apanhares chuva de Janeiro a Dezembro que nunca na ou nas próximas vidas serás uma boa pessoa, tanto para mim como para ti mesma.
Agora sai, rua daqui para fora o teu Inácio já chegou...

 
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Rosalvo
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